Informe 122

Informe 122

22 de fevereiro de 2021

No dia 22/fevereiro foi realizado o Jantar do Presidente no Salão Nobre da sede da Hercílio Luz da Sociedade Guarani, com a presença de conselheiros, diretores e convidados. Segue discurso proferido pelo presidente da Diretoria Executiva, Prof. Alexandre Kleis.



Boa noite, Dr. Eduardo Marques Brandão, presidente do Conselho Deliberativo. Boa noite, Márcio Ribeiro Werner, vice-presidente do Conselho Deliberativo. Boa noite, Cláudio Leandro Severino, presidente do Conselho Fiscal. Boa noite, Marcelo de Almeida Heusi, vice-presidente da Diretoria Executiva. Boa noite, senhoras e senhores conselheiros. Boa noite, senhores diretores. Boa noite, senhoras e senhores.

Estamos nos reunindo neste dia 22 de fevereiro de 2021, mais de dois meses após a data originalmente prevista, quebrando uma tradição que iniciamos em dezembro de 2015, devido à pandemia do novo coronavírus. Esta pandemia foi responsável por quase 250 mil mortes em todo o país e, particularmente na Sociedade Guarani, por cinco falecimentos que muito nos entristeceram: de Maury Werner, o Moringa, e sua esposa Lair; de Air Gaya, querido membro da turma do dominó; de Sandra Spengler, mãe do conselheiro Deda; e de Surançá Amorim, conselheiro fiscal. Solicito a todos que se levantem e, durante um minuto, façamos silenciosamente uma breve oração, em suas memórias.

No Jantar do Presidente anterior, realizado em 9 de dezembro de 2019, apresentei as metas que a Diretoria Executiva traçara em setembro daquele ano ― aprimoramento do gerenciamento da rotina do clube, conclusão da revisão do Regimento Interno, revisão do cadastro de títulos, edição de um livro sobre a história do clube, construção do complexo sócio-esportivo Panorâmico, início das obras da segunda fase do Plano Diretor e conclusão das negociações visando a permuta da área do estacionamento da sede da Hercílio Luz.

Segue um balanço da situação.

A primeira meta ― aprimoramento do gerenciamento da rotina do clube ― está bem encaminhada, e, como se sabe, deve ser uma meta permanente. Criamos uma estrutura encabeçada por um administrador, Marcos Cardoso, e composta por secretário, gerente administrativo-financeiro, gerente de eventos, supervisor de manutenção e supervisor de zeladoria. Os processos começam a ser mapeados, e se cogita a contratação de uma consultoria para obter sucesso nesta empreitada. Entendo que caberá ao meu sucessor investir tempo e recursos nesta tarefa, fundamental para o bom funcionamento do clube.

A segunda meta ― conclusão da revisão do Regimento Interno ― está sendo atingida, com a imprescindível colaboração do Conselho Deliberativo. Nosso Regimento Interno tem onze capítulos, divididos em 37 seções. Nos últimos meses, reunimos os diversos atos normativos que haviam sido editados ao longo dos últimos anos e os alocamos nas respectivas seções do Regimento Interno, enviando para apreciação dos membros do Conselho Deliberativo. Após a próxima reunião do Conselho Deliberativo, prevista para 1º de março, deixaremos um documento completo, mas, pela sua própria natureza, em permanente mutação.

A terceira meta ― revisão do cadastro de títulos ― está sendo completada hoje. Em 3 de novembro passado cancelamos, por edital, mais de 1.600 títulos, ratificando os títulos cancelados nos editais de 2003 e de 2008 e incluindo outros, com o objetivo de depurar o cadastro. Em 29 de dezembro, com o diretor secretário Murilo Chaves, baixamos ato normativo renumerando os títulos em ordem de data de admissão. Em janeiro, contratamos a designer e calígrafa Nicole Nack, aqui presente, para escrever os dados de cada sócio nos títulos, ou melhor, caligrafar tais dados, e, neste evento, entregaremos aos sócios presentes seu título de propriedade. Um belo documento, que consubstanciará o carinho que todos temos pelo nosso mais que centenário clube. Para simbolizar a entrega, que será feita a todos os presentes ainda hoje, convido aquele que, comigo, idealizou o projeto ― nosso diretor secretário Murilo Chaves.

A quarta meta ― edição de um livro sobre a história do clube ― não foi realizada. Estivemos em conversações com o historiador e sócio do clube Prof. Edson D’Ávila, e acreditamos que este projeto deva ser melhor estudado.

A quinta meta ― construção do complexo sócio-esportivo Panorâmico ― está em andamento. Lamentamos o atraso havido, absolutamente necessário para o convencimento dos conselheiros de que os sócios desejam ambientes de padrão elevado, condizentes com o espaço privilegiado que o Guarani ocupa na Praia Brava. Após o aval do Conselho Deliberativo, em 31 de outubro do ano passado uma assembleia geral aprovou o orçamento para as obras civis e para a aquisição do mobiliário e do equipamento, e desde então uma comissão tem se reunido com o sócio e arquiteto Dymitri Walendowsky, contratado para supervisionar os trabalhos. Teremos, ainda este ano, um equipamento com vestiários no primeiro andar, dois ambientes para congraçamento no segundo andar e um espaço para eventos sociais no terceiro andar, além de local para contemplação da natureza. Para tanto, convido neste momento Álvaro Rostirolla, proprietário da empreiteira Qualy, para assinarmos o contrato de conclusão das obras civis do Panorâmico.

A honra e o prazer de cortar a fita inaugural do Panorâmico não nos pertencerá, mas aproveitamos este momento para convidar os conselheiros Dr. Eduardo Brandão e Luiz Fernando Espíndola para retirarem a cobertura do quadro que a artista plástica Lindinalva Deóla, aqui presente, fez, a nosso pedido, e que terá local privilegiado no Panorâmico.

A sexta meta ― início das obras da segunda fase do Plano Diretor ― também está em andamento. Aqui, cumpre fazer um breve histórico da situação.

Antes de mais nada, a Diretoria Executiva teve de obter a licença ambiental de operação para a área já consolidada do clube. Este problema se arrastava desde 2014, quando a sede da Praia Brava foi inaugurada, e, entre outras ações, exigiu, para sua solução, a aquisição, autorizada por assembleia geral realizada em agosto de 2018, de uma área de 42 mil metros quadrados na zona rural de Camboriú, ao custo de R$ 115 mil, tornada área de preservação permanente, como compensação pelo desmatamento feito na década de 70. Esta licença foi obtida em janeiro de 2019, e trouxe tranquilidade ao clube.

Assim, começamos a trabalhar junto ao órgão municipal do meio ambiente para dar início à segunda fase de nosso Plano Diretor, e, após meses de tramitação, fomos alertados, informalmente, que a autorização não seria concedida pois, para resolver uma pendência jurídica que remontava a 2013, sem nenhuma relação com o Guarani, a municipalidade pretenderia implantar um parque linear, público, que ocuparia cerca de oitenta por cento de nossa área entre o Brava Home e o Clube dos Médicos, inviabilizando nosso projeto.

Cogitou-se interpelar judicialmente o órgão público, pedindo que se manifestasse formalmente, mas a medida foi considerada contraproducente. Assim, visando resolver o problema, buscamos uma composição com nosso vizinho, a empresa Nova Itajaí, e com a associação dos proprietários da Brava Norte, a Amprobrava, que também seriam prejudicados com a implantação deste parque linear, e contratamos em conjunto o escritório de projetos ambientais de Ike Gevaerd para elaborar uma proposta alternativa, menos invasiva. Entregamos este projeto à prefeitura municipal em setembro de 2020, o que destravou o licenciamento.

Logo em seguida recebemos a autorização de corte para uma área de 13.252 metros quadrados, e convocamos para 31 de outubro uma assembleia geral para autorizar uma das condicionantes: a averbação em nossa matrícula de uma área de 5.682 metros quadrados como de preservação permanente. Ato contínuo, iniciamos a licitação para a contratação de um escritório de engenharia para a elaboração dos projetos relativos às três etapas do empreendimento. A primeira etapa compreende duas quadras de pádel e duas quadras de tênis, cobertas; a segunda etapa prevê duas quadras de padel, uma quadra de peteca e de badminton e uma quadra poliesportiva, cobertas; e a terceira etapa contempla uma quadra de futebol society de grama sintética. Haverá espalhados pela área quiosques abertos, quiosques fechados e quiosques gourmet, além de um playground. O certame foi vencido pela equipe capitaneada pela arquiteta Taiane Ehlert, e em novembro de 2020 foi assinado o contrato.

A supressão da vegetação já estava concluída e os projetos estavam sendo elaborados quando fomos surpreendidos com a abertura de uma ação civil pública questionando a lisura do procedimento, tanto de nossa parte quanto de parte do órgão ambiental. Contratamos o escritório do advogado Dr. Paulo Müller da Silva, e estamos bastante tranquilos, certos de que a situação se esclarecerá.

Assim, com relação a esta meta, resumindo: estamos trabalhando nos projetos arquitetônicos, visando a obtenção da licença ambiental de implantação, ao mesmo tempo em que estamos buscando eliminar os óbices jurídicos. Importante ressaltar que, com os projetos prontos, será necessário se convocar uma assembleia geral para aprovar o orçamento e dar início às obras.

A sétima meta ― permuta da área do estacionamento da sede da Hercílio Luz ― também está em andamento. Nos últimos meses, vencidas as resistências para a conclusão do Panorâmico, a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo conseguiram voltar suas atenções para este tema. Novamente aqui o Dr. Paulo Müller da Silva está atuando, e as negociações com a Inbrasul, construtora que apresentou a melhor proposta, estão chegando a bom termo. A proposta prevê que o Guarani receba 22,5% da edificação, incluindo o solo criado, o que corresponderá a quase todo o térreo, um andar de garagens e diversas unidades na torre. Já está acertado também que o clube poderá, a seu critério, trocar unidades no prédio por obras na sede da Praia Brava, com um deflator a definir. Paralelamente, está se trabalhando para o desmembramento da matrícula do imóvel, o que implicará na demolição dos prédios das duas antigas secretarias.

Acreditamos que em breve o Conselho Deliberativo poderá aprovar a minuta do contrato, para, então, ser levado a assembleia geral. Falta pouco.

Concluo dizendo que em 15 de abril de 2015, na terceira reunião que conduzi como presidente da Diretoria Executiva da Sociedade Guarani, estabelecemos o plano “Guarani 2035”, que previa a elaboração de um plano diretor para a área da Praia Brava, o arrendamento da área na esquina da rodovia Osvaldo Reis com a rua Luci Canziani e a construção de um prédio na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Gil Stein Ferreira. Destes três itens, um ― o plano diretor da sede da Praia Brava ― foi concluído em novembro de 2016; outro ― a construção de um prédio no estacionamento desta sede em que estamos ― está em andamento; o terceiro ― o arrendamento de área na esquina da Osvaldo Reis com a Luci Canziani ― fica para meus sucessores. O plano é “Guarani 2035”; temos ainda 14 anos pela frente...

Observo, no entanto, que a situação de nosso clube é privilegiadíssima. Temos uma área de quase 400 mil metros quadrados na Praia Brava, e, com os recursos advindos deste empreendimento aqui na Hercílio Luz e dos outros empreendimentos que poderemos fazer na Brava ― não só o da esquina com a Osvaldo Reis, mas também aqueles com frente para a Luci Canziani e para a Delfim Peixoto ― estaremos em condições de tocar nosso plano diretor.

Antes de começar a escrever este resumo das atividades da Diretoria Executiva nos últimos meses, fiz a relação das metas e percebi que algumas não haviam sido atingidas. Por um momento fiquei triste, pois um administrador estabelece objetivos e busca atingi-los. No entanto, quando comecei a digitar o texto, percebi que andamos para frente, e, se não conseguimos concluir as tarefas, as deixamos bem encaminhadas. Estou certo que meu sucessor continuará trabalhando na consecução destes objetivos, que não são meus, mas de nossa sociedade, a menos de um mês de completar 124 anos.

Um último ponto. Em dezembro de 2020 atingimos o limite de 700 sócios estabelecido em maio de 2015 pelo Conselho Deliberativo, e este mesmo órgão decidiu, em dezembro, que só seria possível vender novos títulos para filhos de sócios. Dia 1º de março o Conselho Deliberativo se reunirá e, em atenção ao artigo 133, inciso I do Estatuto Social, decidirá se mantém este teto ou se o eleva. É fundamental que percebamos que a sensação dominante entre os sócios que frequentam amiúde o clube é pela manutenção do teto, posição esta endossada formalmente pela Diretoria Executiva em reunião realizada em 19 de janeiro. Estamos certos que o Conselho Deliberativo, “órgão de manifestação coletiva dos associados”, conforme preconiza o artigo 121, tomará a decisão acertada.

Concluo agradecendo a toda Diretoria Executiva a parceria que tivemos em 2020. Agradeço ao diretor de esportes Robson Cassol, a frente de uma comissão esportiva formada por Cesar Tirloni, Marcelo Andrade, Emerson Pereira e Helvys Zermiani. Agradeço ao diretor social Rodrigo Correa que, devido à pandemia, lamentavelmente pouco pôde trabalhar neste ano. Agradeço de modo especial ao diretor de patrimônio Marcos José da Silva, companheiro de todas as horas, dono de uma brilhante inteligência e de uma objetividade ímpar. Agradeço ao diretor jurídico Dr. Rodrigo Xavier, a quem atraí para a Diretoria Executiva com a falsa informação de que teria pouco trabalho; um profissional e tanto; uma pessoa excelente. Agradeço ao diretor tesoureiro Carlos Eduardo Campos, nosso querido Pipoca, que sempre se magoou com as críticas que eu eventualmente recebia. Agradeço ao diretor secretário Murilo Chaves, meu compadre, grande amigo, e a Gislane Claudino, presidente da comissão de sindicância, ligada à sua diretoria. Agradeço ao meu vice-presidente Marcelo Heusi. Agradeço, por fim, a minha querida Mylene.

Boa noite.