Informe 102

Informe 102

11 de março de 2020

RELATÓRIO DA DIRETORIA DA SOCIEDADE GUARANI
MARÇO DE 2019 A MARÇO DE 2020



Em março/2017 tínhamos 553 sócios entre titulares e ausentes, ou seja, 553 sócios pagantes. Este número passou para 563 em março/2018, para 569 em março/2019 e agora, em março/2020, são 596 pagantes. Assim, nestes três anos aumentamos nosso quadro societário em 43 sócios pagantes, ou seja, em média, pouco mais de um sócio por mês. Há ainda 65 sócios remidos, honorários ou beneméritos, isto é, que não pagam taxa de manutenção; este número era de 93 em março/2017, e a queda se deveu a dois fatores: à retirada do cadastro de sócios falecidos há tempos sem que a família se interessasse em permanecer com o título e à chamada de capital iniciada em outubro/2017. Resumindo: há três anos tínhamos um total de 646 sócios, dos quais pouco mais de 14% eram isentos da taxa de manutenção; hoje temos 661 sócios, dos quais menos de 10% são isentos. Daqui a pouco, conforme preconiza o artigo 83 do Estatuto Social, iremos deliberar sobre o número de títulos patrimoniais em circulação; sugiro com ênfase que a decisão tomada por este Conselho Deliberativo seja manter aquela tomada em abril/2015 ? 700 sócios.

Ao longo dos últimos doze meses, a Diretoria Executiva continuou trabalhando na questão da permuta da área do estacionamento da sede da Hercílio Luz. Este trabalho se iniciou em abril/2015, quando a ideia foi incluída no tripé que caracteriza o projeto “Guarani 2035”, assim enunciado na reunião da Diretoria Executiva realizada no dia 14 daquele mês: “(...) elaboração de um plano diretor para a área da Praia Brava, arrendamento da área na esquina da rod. Osvaldo Reis com a r. Luci Canziani e (novidade) construção de um prédio na área do Centro na esquina da av. Sete de Setembro com r. Gil Stein Ferreira”. Em julho/2015, o então diretor de patrimônio Alexandre Pegorim solicitou a consulta prévia da área, mas apenas em agosto/2017 a pauta foi retomada, em uma reunião com o sócio Nonô Barros, com as presenças do presidente e do vice-presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Eduardo Brandão e Márcio Werner. Em dezembro/2017 começaram a ser assinados contratos com consultorias imobiliárias, e o primeiro deles, com o hoje conselheiro Rubem Bado, foi o que prosperou. Em abril/2019 havia três propostas em estudo, mas o processo sofreu um atraso quando, não obstante há anos estar consensado que a área a ser permutada seria a do estacionamento, levantar-se a hipótese de utilizar a área toda do clube, o que implicaria na demolição do prédio, construído em 1953. Vencida esta resistência extemporânea, em outubro/2019 a construtora Inbrasul foi preliminarmente escolhida pelo Conselho Deliberativo, vencendo a disputa com a Procave por ter oferecido 22,5% sobre a área normal e também 22,5% sobre a área do solo criado (contra, respectivamente, 21% e 10%), o que inclui quase todo o térreo e um andar de garagens. Além disso, as solicitações de dar garantias reais com alienação fiduciária e realizar a obra através de patrimônio de afetação, bem como a de bancar os honorários de advogado indicado pelo clube, foram atendidas. Assim, no final de outubro comissão mista de diretores e conselheiros, entre os quais o diretor de patrimônio Marcos José da Silva e secretário deste Conselho Deliberativo, Carlinhos Claudino, visitou a sede da construtora, em Navegantes, ficando vivamente impressionada. Com a definição na semana passada do Dr. Paulo Roberto Müller da Silva para representar os interesses do clube nesta questão, o processo está sendo retomado, e em breve é nossa intenção trazer a minuta do contrato de permuta para apreciação deste Conselho Deliberativo; sendo aprovado, convocaremos uma assembleia geral extraordinária que, soberana, conforme artigo 118, inciso I do Estatuto Social, decidirá se faremos ou não a permuta.

Observo que há uma importante questão ainda não pacificada internamente: devemos destinar os recursos da permuta não convertidos em área no próprio prédio para construir na sede da Praia Brava salas para locação, equipamentos ou ambos? Em reunião da Diretoria Executiva realizada em julho do ano passado, apenas um diretor optou pela primeira hipótese, enquanto seis diretores optaram pela terceira hipótese; entre os que optaram pela hipótese de parte em salas para locação e parte em equipamentos, alguns frisaram que a parte para equipamentos deve ser pequena.

Outro importante assunto que consumiu considerável quantidade de tempo e de esforço da Diretoria Executiva foi a conclusão dos itens previstos na chamada de capital, aprovada em agosto/2017 pelo Conselho Deliberativo. Como se sabe, esta chamada previa arrecadar recursos para a execução de catorze itens, de diversos portes. Entre estes itens estavam a construção de arquibancadas e vestiários para tênis e beach tennis, bar do esporte, duas quadras de tênis e duas quadras de pádel, com suas respectivas coberturas. A construção das quadras de tênis e de pádel dependia, como se sabia, da obtenção de licença ambiental de implantação, o que poderia demandar algum tempo. Assim, em assembleia geral ocorrida em agosto/2018, se decidiu construir duas quadras de pádel em local provisório, e se optou por um equipamento de alto padrão, cujo custo, de R$ 325 mil, superou em R$ 175 mil a previsão original.

Antes de obter a licença ambiental de implantação para a construção das citadas quadras de tênis e de pádel cobertas, havia outro problema a ser resolvido: a obtenção da licença ambiental de operação para a área já consolidada do clube. Este problema se arrastava desde 2014, e, entre outras ações, exigiu, para sua solução, a aquisição, autorizada pela mesma assembleia geral de agosto/2018, de uma área de 42 mil metros quadrados na zona rural de Camboriú, ao custo de R$ 115 mil, tornada área de preservação permanente, como compensação pelo desmatamento feito na década de 70.

Enquanto esta questão era resolvida, iniciamos os projetos das arquibancadas e vestiários do tênis e do beach tennis e do bar do esporte. Mais uma vez, as discussões que precederam a elaboração dos projetos mostraram que os sócios desejavam ambientes de padrão elevado, condizentes com o espaço privilegiado que o Guarani ocupa na Praia Brava. Assim, os orçamentos previstos na chamada de capital – respectivamente, R$ 255 mil e R$ 191 mil – revelaram-se acanhados. As arquibancadas e vestiários, inaugurados em agosto/2019, custaram R$ 495 mil, ou seja, R$ 240 mil acima do previsto, mas, incontestavelmente, é um equipamento de primeira linha.

Com o bar do esporte não foi diferente. A ideia original, de um único andar, transformou-se em uma obra de três andares, com vestiários para o futebol no primeiro andar, dois ambientes para congraçamentos no segundo andar (resolvendo a demanda não atendida pelos quiosques Atalaia e Geremias) e um espaço para eventos sociais no terceiro andar, além de local para contemplação da natureza. Deste modo, a obra encareceu sensivelmente, e já foram dispendidos R$ 742 mil, estando em fase final a elaboração do orçamento para sua finalização.

A questão da licença ambiental de implantação ainda segue inconclusa, como falaremos mais adiante. Assim, enquanto isto não se resolve, decidiu-se cobrir provisoriamente duas das quatro quadras de tênis e as duas quadras de pádel existentes, com uma cobertura facilmente transportável para o local definitivo, quando possível. O projeto destas coberturas já foi encomendado, e deve ficar pronto em breve.

Proposta da Diretoria Executiva apresentada ao Conselho Deliberativo foi aprovada em novembro do ano passado: será corrigido o escopo da chamada de capital, ajustando-o à realidade. A receita da chamada de capital incorporará a fração da venda de títulos correspondente ao aumento que o valor do título teve devido à própria chamada, proposta do conselheiro Luiz Fernando Espíndola, e também um valor retirado do saldo operacional do clube (hoje, pouco mais de R$ 1 milhão). A despesa da chamada de capital excluirá o valor dos itens que não serão realizados e incrementará adequadamente o valor dos itens em execução (como o bar do esporte) e por executar (como a cobertura provisória das quadras e o playground).

Os orçamentos do bar do esporte e do playground já foram entregues e o da cobertura provisória das quadras deve ser entregue muito em breve. De posse deles, a Diretoria Executiva levará ao Conselho Deliberativo no dia 30/março as correções citadas no parágrafo anterior e, obtida a autorização, conforme determina o Ato Normativo 34, de junho/2019, iniciará as obras.

Foi citado há pouco a questão da licença ambiental de implantação da segunda fase do nosso Plano Diretor. Como é do conhecimento de todos, a prefeitura municipal se comprometeu a implantar uma área de preservação ambiental na Praia Brava, o que inclui um parque linear, como consequência de um processo instaurado pelo ministério público estadual em 2013. A única área possível para o atendimento desta exigência é a que inclui nossa propriedade e a de nosso confrontante, a empresa Nova Itajaí, e, fruto de uma audiência judicial em setembro/2019, que dava seis meses ao executivo municipal para resolver a questão, o órgão ambiental apresentou um croqui de um parque linear em ambas as margens da lagoa e do ribeirão do Cassino, que, considerando a necessidade de abranger toda a área abaixo da cota 3, engloba praticamente toda a área do clube entre o Brava Home e o Clube do Médico. Basta um pouco de bom senso para perceber que considerar inundável as áreas que estejam até 3 metros acima do nível do mar aqui onde estamos carece de sentido, mas o projeto está em mãos do prefeito, que, a qualquer momento, pressionado em resolver a pendência, pode decretar a desapropriação de nossa área.

Para evitar este cenário, que seria catastrófico para o Guarani, a Diretoria Executiva fez uma parceria com a Nova Itajaí, que, como dito, também seria afetada com a implantação deste parque, e, em conjunto, foi contratada a consultoria ambiental Biosphera, do renomado ambientalista Ike Gevaerd, e o escritório de engenharia Schäefer, de Norberto Schäefer, para elaborar uma proposta alternativa. Nesta proposta, a parte norte da lagoa do Cassino seria transformada em um parque linear público, a ser implantado pela Nova Itajaí, e a parte sul da lagoa e as margens do ribeirão do Cassino seria transformada em um parque linear privado, a ser implantando pelo clube, para desfrute de nossos associados. O custo do projeto foi de R$ 92 mil, dos quais R$ 28 mil foram arcados pelo clube, valor que está na alçada da Diretoria Executiva, conforme artigo 93, inciso I do Estatuto Social.

O projeto está sendo executado desde o final de fevereiro, devendo ser entregue em 45 dias. Membros desta Diretoria Executiva, entre os quais se destacam pelo incansável trabalho o diretor de patrimônio Marcos José da Silva e o diretor tesoureiro Fernando Krobel, já estiveram em audiência com o superintendente do órgão ambiental municipal, Fábio da Veiga, e com o secretário municipal de Urbanismo, Rodrigo Lamin, bem como com o prefeito Volnei Morastoni, e de todos se sentiu boa receptividade à ideia. A prefeitura municipal precisa resolver a questão, e, sem custos, sejam de desapropriação sejam de implantação, melhor.

Todos os assuntos citados até aqui fazem parte do terceiro item da Plano de Trabalho estabelecido em setembro/2019 pela Diretoria Executiva para o próximo ano e meio da gestão 2019-2021 ? quais sejam, (a) concluir a 1ª fase do Plano Diretor, (b) iniciar a 2ª fase do Plano Diretor e (c) permutar a área do estacionamento da sede da Hercílio Luz.

O primeiro item do Plano de Trabalho trata da rotina, e prevê as seguintes ações: (a) consolidar estrutura administrativa com um administrador e quatro responsáveis por área (Secretaria Geral, Administrativo-Financeira, Social & Esportiva e Manutenção), (b) mapear processos administrativos de cada área e (c) melhorar a comunicação com os sócios. O segundo item trata de projetos e prevê as seguintes ações: (a) concluir a revisão do Regimento Interno, (b) revisar o cadastro de títulos e (c) editar livro sobre a história do clube.

Este é o relatório.



Itajaí, 11 de março de 2020