Informe 099

Informe 099

3 de fevereiro de 2020

NOTA OFICIAL
VERSÃO DEFINITIVA



Em agosto de 2017 o Conselho Deliberativo aprovou uma chamada de capital que previa arrecadar recursos para a execução de catorze itens, de diversos portes. Entre estes itens estavam a construção de arquibancadas e vestiários para tênis e beach tennis, bar do esporte, duas quadras de tênis e duas quadras de pádel, com suas respectivas coberturas. A construção das quadras de tênis e de pádel dependia, como se sabia, da obtenção de licença ambiental de implantação, o que poderia demandar algum tempo. Assim, em assembleia geral ocorrida em agosto de 2018, se decidiu construir duas quadras de pádel em local provisório, e se optou por um equipamento de alto padrão, cujo custo, de R$ 325 mil, superou em R$ 175 mil a previsão original.

Antes de obter a licença ambiental de implantação para a construção das citadas quadras de tênis e de pádel cobertas, havia outro problema a ser resolvido: a obtenção da licença ambiental de operação para a área já consolidada do clube. Este problema se arrastava desde 2014, e, entre outras ações, exigiu, para sua solução, a aquisição, autorizada pela mesma assembleia geral de agosto de 2018, de uma área de 42 mil metros quadrados na zona rural de Camboriú, ao custo de R$ 115 mil, tornada área de preservação permanente, como compensação pelo desmatamento feito na década de 70.

Enquanto esta questão era resolvida, iniciamos os projetos das arquibancadas e vestiários do tênis e do beach tennis e do bar do esporte. Mais uma vez, as discussões que precederam a elaboração dos projetos mostraram que os sócios desejavam ambientes de padrão elevado, condizentes com o espaço privilegiado que o Guarani ocupa na Praia Brava. Assim, os orçamentos previstos na chamada de capital – respectivamente, R$ 255 mil e R$ 191 mil – revelaram-se acanhados. As arquibancadas e vestiários, inaugurados em agosto de 2019, custaram R$ 495 mil, ou seja, R$ 240 mil acima do previsto, mas, incontestavelmente, é um equipamento de primeira linha.

Com o bar do esporte não foi diferente. A ideia original, de um único andar, transformou-se em uma obra de três andares, com vestiários para o futebol no primeiro andar, dois ambientes para congraçamentos no segundo andar (resolvendo a demanda não atendida pelos quiosques Atalaia e Geremias) e um espaço para eventos sociais no terceiro andar, além de local para contemplação da natureza. Deste modo, a obra encareceu sensivelmente, e já foram dispendidos R$ 742 mil, estando em fase final a elaboração do orçamento para sua finalização.

A questão da licença ambiental de implantação ainda segue inconclusa. Para resolver uma pendência que se estende por mais de uma década, sem nenhuma relação com a Sociedade Guarani, o órgão municipal ambiental, atendendo um termo de ajuste de conduta, propôs a implantação de um parque linear em ambas as margens da lagoa e do ribeirão do Cassino, que tomaria cerca de 80% da área do clube entre o Brava Home e o Clube dos Médicos. Os estudos para a implantação deste parque fizeram com que a concessão de licenças ambientais nesta zona fosse oficiosamente suspensa, o que tem exigido muito esforço por parte da Diretoria Executiva para destravar a questão.

Assim, enquanto isto não se resolve, decidiu-se cobrir provisoriamente duas das quatro quadras de tênis e as duas quadras de pádel existentes, com uma cobertura facilmente transportável para o local definitivo, quando possível. O projeto executivo destas coberturas já foi encomendado, e deve ficar pronto em breve.

Proposta da Diretoria Executiva apresentada ao Conselho Deliberativo foi aprovada em novembro do ano passado: será corrigido o escopo da chamada de capital, ajustando-o à realidade. A receita da chamada de capital incorporará a fração da venda de títulos correspondente ao aumento que o valor do título teve devido à própria chamada e também um valor retirado do saldo operacional do clube (hoje, pouco mais de R$ 1 milhão). A despesa da chamada de capital excluirá o valor dos itens que não serão realizados e incrementará adequadamente o valor dos itens em execução (como o bar do esporte) e por executar (como a cobertura provisória das quadras e o playground).

Os orçamentos do bar do esporte, da cobertura provisória das quadras e do playground devem ser entregues muito em breve. De posse deles, a Diretoria Executiva levará ao Conselho Deliberativo as correções citadas no parágrafo anterior e, obtida a autorização, conforme determina o Ato Normativo 34, de junho de 2019, iniciará as obras.

Paralelamente, continuará se trabalhando no destravamento da licença ambiental de implantação e em outro projeto não citado aqui, mas que, se exitoso, resultará em fonte perene de receita para o clube: a permuta da área do estacionamento da sede da Hercílio Luz.

Itajaí, 3 de fevereiro de 2020



Alexandre Machado Kleis – presidente
Marcelo de Almeida Heusi – vice-presidente
Murilo de Azevedo Chaves – diretor secretário
Fernando Krobel – diretor tesoureiro
Rodrigo Luiz Xavier Gonçalves – diretor jurídico
Marcos José da Silva – diretor de patrimônio
Carlos Rodrigo Corrêa – diretor social
Carlos Eduardo Nunes de Campos – diretor de esportes